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“Mundo digital gera muito desperdício”, diz CEO do NYT

Mark Thompson, Presidente e CEO da publicação, acredita que a abundância no digital traz uma invisibilidade permissiva que afeta negativamente o consumidor


13 de setembro de 2017 - 11h16

Mark Thompson, Presidente e CEO do New York Times, não tem dúvida: este é um dos melhores momentos para estar no jornalismo. E mais, é um momento mais que excelente para os publishers que entregam qualidade.

“Trump insiste um tuitar que nosso negócio não vai bem e que publicamos informações mentirosas. Nosso negócio esta crescendo 20% ao ano em qualquer indicador que escolhermos analisar e nunca publicamos mentiras. Ele tuíta, nós tuitamos de volta”, revela ele.

Thompson dividiu o palco com o CEO da OMD, Mainardo Denardis , e ambos concordaram que tanto o negócio da informação, quanto o negócio da comunicação, precisam enfrentar cada uma das grandes questões ligadas à fraude, fake information de toda espécie, buscando mais e mais transparência para audiência e anunciantes. Como lados de uma mesma moeda, não deveria ser diferente.

Mark Thompson e Mainardo Denardis. Foto: Reprodução

A crença de Thompson sobre o grande momento do jornalismo se fundamenta na percepção de o jornalismo cresce de relevância nos grandes momentos históricos: “E estamos vivendo um dos mais impactantes momentos da nossa história recente nos EUA hoje”, avaliou.

Denardis acredita que é exatamente porque o momento exige transparência, que a qualidade na distribuição das mensagens e conteúdos ganha protagonismo, acrescentando que é aí que a excelência dos dados faz a diferença: “Entregar o conteúdo certo para a audiência certa, com a mensagem publicitária precisa para quem quer ser impactado por ela, essa é a fórmula de sucesso tanto para publishers, como para anunciantes. Confiança e qualidade andam juntas”.

Thompson, no entanto, faz uma ressalva: o mundo digital trouxe consigo um lixo, o desperdício.

Em sua opinião, a praticamente infinita possibilidade de geração de conteúdos e de publicidade online gerou uma era de enorme desperdício de ambos. A invisibilidade, alerta ele, virou permissiva em ambos os negócios e esse mal contaminou leitores e consumidores de forma negativa.

Uma vez mais Thompson não tem dúvida quanto ao antídoto a tudo isso: qualidade assegurada pelas grandes marcas, de conteúdo e da indústria em geral. Essa é a diferenciação entre o serviço que prestam e os produtos que distribuem diante do caos fake que invadiu a internet.

Thompson revela que sua companhia investe pesado hoje em Inteligência Artificial e Machine Learning para gerar mais aderência e audiência para o conteúdo que o NYT gera e distribui. Mas alerta: “Não promovemos tudo para todos, nem buscamos audiência a qualquer preço. Geramos algoritmos inteligentes que nos trazem a atenção do público de qualidade que queremos e nossos anunciantes também”.

E revelou que em três anos mais de 50% de sua receita virá do mundo digital.Para concluir, ao comentar sobre a concorrência promovida por players como Google e Facebook no ambiente da distribuição de conteúdo, Thompson fez seu alerta:”Google e Facebook, assim como o New York Times, tem diante de si uma oportunidade única de provar que, num momento em que verdade e confiança são fundamentais a sociedade, sabem disso e que farão sua parte nesse cenário desafiador”.

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