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Uma visão do áudio digital brasileiro pós-dmexco

O mercado lá de fora está muito mais avançado que o brasileiro, tanto pela maior digitalização dos países da Europa e Estados Unidos como na maturidade de publishers (rádios e serviços de streaming) e anunciantes


22 de setembro de 2017 - 12h48

Apesar de ainda não ser um evento tão conhecido pelo público brasileiro, o Dmexco é o maior evento de AdTech do mundo e mais do que palestras é uma excelente oportunidade para encontrar “cara-a-cara” profissionais da indústria e fazer negócios. Nesta edição, tive a oportunidade de conversar com muitas empresas focadas em digital e a primeira conclusão é de que o mercado lá de fora está muito mais avançado que o brasileiro, tanto pela maior digitalização dos países da Europa e Estados Unidos como na maturidade de publishers (rádios e serviços de streaming) e anunciantes.

Em uma das conversas com a Global, a maior rede de rádios do Reino Unido, e que além de rádios proprietárias também entregando publicidade em áudio programaticamente em outros ambientes digitais, foi possível notar o alto crescimento deste tipo de mídia, sendo que a empresa já tem mais de 60% de todo inventário comprado. Em Londres, o áudio digital está tão evoluído que já fazem campanhas de áudio segmentadas por latitude e longitude, ou seja, conseguem mapear uma região em um mapa e mandar um spot de áudio segmentado para as pessoas daquela localidade.

Em conversas com empresas também do mercado offline de rádio foi possível observar outro aspecto que evidencia a evolução do mercado de áudio digital e aponta as tendências que devem chegar ao Brasil. Muitas dessas empresas já contam com uma unidade dedicada ao digital e que até mesmo já montaram uma rede de podcasters em alemão e comercializam este produto. É a união da rádio tradicional com produtores independentes de conteúdo.

Entre tantos encontros nos dois dias de evento, sentimos que a apesar da demanda já estar bem evoluída, ainda existe uma limitação de ferramentas tecnológicas para áudio e vimos um grande interesse pela nossa DSP de áudio programática a Audio.Trade. Iniciamos algumas negociações com empresas de áudio para que a nossa plataforma que hoje funciona na América Latina possa ter um alcance global.

O ponto de atenção ao mercado brasileiro é de que apesar do interesse dos estrangeiros em fazer negócios há ainda muito receio por conta dos altos impostos e burocracia para se abrir uma empresa, além da dificuldade de encontrar pessoas qualificadas.

Lembrando dos dias da Dmexco por um lado temos a certeza de que o cenário brasileiro do áudio digital ainda é bem distante do que já se pratica em outros mercados, mas o lado bom é saber que temos um caminho a percorrer e oportunidades de negócio para desenvolver. Mãos à obra!

 

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